04 poemas de Luciana Quintão de Moraes

(susan rothenberg)
Break and Bring
é uma bomba e sai
Flamirrasgada
fava
Içada no
interior
vazado da noite
Ilhada lábia
Olhar dado ao mar
Orange. into. souls
microscópico é o eixo sintético
familiar besouro ótico transladado
da Córnea cristalina à Catarata
Vindas em delineadas moradas
entre o evento abstrato
Figural do acesso ciliar
Clavi-murmuram cores escarpadas
buscam Eu-carióticos verdadeiros
É um cisco no olho da vida
Içada
raros instantes versados
sobre a mesa
tolhida ela está
Somente. por.
derivações
mal vistas
Embora
Içada
no mundo lamplialado
se possa Voar
***
Login-out ou encontro
1.
Te apressa, o chão se rompe
e o espelho também
É necessário saber que os dias
tais como são /falência/
se afirmam lindos
2.
Será? Delírio áspero ou falso
filete de tempo: um homem nascendo
na curva do Sol...
3.
A vida é para sempre /crescente/
e a poeta toca o escalavrado
apagamento de nós
4.
Queres prever o momento /semente/
no qual a clara radioatividade
se extinguirá com os urubus
5.
Hoje, visitaremos nesta janela /paz/
transfigurados corpos celestes
tangara fastuosa
libertos do peso do mundo
6.
Ouro e prata fundidos /carne/
a desprevenida visão sanguínea
Réstia da Noite-soprO em que nascemos
***
Cor em ação fundida/ Presente
Colar não
lugares
e
decolá-los
situados
no céu até o fim
formas do
agora sem
Cloro
O que se faria?
O soro da
alma
era do silêncio
O sentido
da criação
era do desapego
A grandeza
da vida
era
tocá-la em semibreve
quatro
vértices de fogo
a
volatizar versos
em
tempero de anos
consumir-se
nas
linhas de
cura
Duráááável
Vibraaaando
Corpos
que nascem da
geometria
fêmea
E
no
revelar dos gestos
vem
o
semear
do Tom
***
Retirar o véu no frio /
Mundo belo por trás do véu
Seria preciso somar
cada raiz
aos eventos infrutíferos?
no apelo: olhar da arara
Cerne do mosaico de dias
e noites: abandonados na cegueira
Branca, tão fria_ pétrea
Refulgir outra vez
estrelas claras, o arre-Pio
no quintal versus
Amarelaços se distribuindo
SonhUm Tempo
, , Espécie de tempo ,,
Em que (sem ponto)
Tik yũm
-----Sempecilhos-----
Sentindo o aroma do mar
E mais: entre: nova estação
se Ver ofarfalharda mu-dança
os peixes
P-tup este
S ilvar d o cant o
A cento criad o
por eleRes
no mascar do entRessonho
do p-tup
Outra história, os peixes
Ururau abrindo a boca
rra/ Quer te conhecer
Mas se o Brazil não conhece
O Brasil
:querelas nopoçoimundo
pãyã se o Brasil...
O s p eixes que
realizam seu retrato
Pois p re ci sa se regenerar
Pois precisa se re ge ne rar
Luciana Quintão de Moraes nasceu em 28 de maio de 1993. É poeta carioca da zona norte e
graduanda em Letras pela Unirio. Participou do Coletivo Oficina Experimental de
Poesia (2017-2018). Possui poemas publicados na Revista Digital de Arte
Independente Caminhos Poéticos e na Revista Mallarmargens.
Está com um livro-projeto sendo editado: "2020
pirilampos". Também se vê como uma aprendiz da vida e do teatro.
Publica seus poemas no blog desdeopeitovida.blogspot.com.
Variações: revista de literatura contemporânea
II Edição, n. 02 vol. 02 - colecionar desenhos no próprio corpo
curadoria e editoração:
Marcos Samuel Costa
Marcos Samuel Costa
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