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Josse Zen Fares - Gutemberg Armando Diniz Guerra

  Na Casa de Balzac Paris - fonte: autor Josse Zen Fares [1] Gutemberg Armando Diniz Guerra O desconforto com a passagem do tempo aumenta quando temos que ir a velórios e sepultamentos de amigos, colegas, parentes, contemporâneos. As primeiras perdas familiares nos dão a sensação de proximidade e a angústia do desaparecimento aumenta pela imposição do definitivo. Embora seja apenas um sentimento, ele mexe conosco porque é comum a todos nós. Os que ficam sabem que, a partir dali, para os que creem, os que morreram vão continuar existindo em um plano espiritual. Para os que não creem, permanecerão, indubitavelmente, na memória. Inventa-se sempre uma forma de perpetuar os nossos queridos, seja pela religiosidade, seja pela lembrança, uma não excluindo a outra. Criam-se maneiras de dizer suavizando a finitude e a permanência, ambas articuladas, complementares das pessoas que se quer viva. Corpo e espírito, físico e metafísico, plasma e ectoplasma. Morte, falecimento, perecimento, e...

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