DOIS POEMAS DE JULIANA C. ALVERNAZ
juliana C. alvernaz. escavar auscultação laudatória da água cor de ardósia : uma mina a céu aberto em Kimberley reparar as lentes do corpo assoreado : uma caudalosa quimera antropocentro Ele criou uma máquina para engaiolar a lua alimentá-la com estrelas moídas a lua alimentada presa esquece-se das marés o homem é a origem de todos os males e o fim de todos os mares juliana C. alvernaz (Rio Bonito – RJ, 1993) é professora, pesquisadora de Literaturas africanas de Língua Portuguesa na Universidade Federal do Espírito Santo e doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade (PUC-Rio). Publicou o livro de poemas Farmaceia Vazante (2024), pela Laboriosa Produções Poéticas, e a plaquete Lentes baças (2025), pela Mormaço. Variações: revista de literatura contemporânea XIV Edição, ano 5 -...


