Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

UM POEMA INÉDITO DE ALEXANDRE BATISTA

A névoa   No canto abrupto dos estorninhos, a terra suspira, estremunhada, enquanto o silêncio se desfaz nos montes incendiados de laranja.   Uma lagoa de bruma assenta sobre a pele eriçada do vale. Demora-se, conhece o peso rude da cercania.   Pelas encostas, os pinhos calam um desejo oculto na luz diáfana, na resina e sombra da caruma adormecida.   Entre duas fragas, abre-se na terra arenosa um trilho ténue. Não conduz. Persiste. Rasto de um vulto morno na neve derretida.   O vento atravessa o esplendor da Beira, despenteia, arrepia, afaga a geada e deixa no chão um hálito rasgado.   Traz o que foge das mãos, apodrece na memória.   Cada folha, cada tronco, tem nos veios o vigor dos lobos.   As giestas estremecem sozinhas.   Há uma curva na montanha traçada por um gesto quase humano: hesitante, terno.   As levadas descem ao rio, roçam-lhe as margens, entram pela boca verde dos salgueiros.   O sol rompe a névoa sem ruído. Inclina-se...

Últimas postagens

UMA ENTREVISTA COM O POETA VITOR MIRANDA

Moradores de rua - Gutemberg Armando Diniz Guerra

UM CONTO SCI-FI DE LUCIA ANDRADE

UM POEMA DE MARIA EMANUELLE OSÓRIO PRATES

UM POEMA DE MARIA GABRIELA CARDOSO

Árvores de Belém - Gutemberg Armando Diniz Guerra

UM POEMA DE LILI TOSTA

O Agente Secreto, filme brasileiro - Gutemberg Armando Diniz Guerra