O PÁTHOS DA DOR E DO AMOR! - Crônica de Ana Meireles


Paisagens noturnas iluminadas são espetáculo glorioso de luz no ...


O PÁTHOS DA DOR E DO AMOR! 


É uma dor diferente a dor de quem sente, de quem vive a dor na pele, na alma. De verdade mesmo: Nenhuma dor se iguala quando se acresce do Amor próprio, da dignidade de cada um. Dores são dores, como amores são amores. Há quem ame e faça o amor doer! Há quem não ame e faça o amor entristecer! 
Amores, Dores, o que dizer deles, amores, dores ? 
São sempre fulcros profundos enraizados. As dores são de diversas ordens, diversos tons e cortes, físicas, psicológicas-emocionais, morais. Qual dói mais, como saber ? 
A minha dor é maior que a sua ? Quando ela vem e me rasga, sinto que sim , é maior que a de todos!
Cada dor é uma história, é uma compressão. Não há termo de comparação. Equiparar dor não valida dor. Dor é dor! Dói mais, dói menos, dói profundamente! 
Como também não há de se comparar o
Amor. Amor de pai, Amor de mãe, amor de filhos, amor de homem para mulher , de mulher para homem, amores tão diversos....intensos, desatentos, amores...!
Mas talvez, Amor e Dor se esbatam. Sendo ambos da ordem do sentir , se evidencie que a dor da experiência da dor é muito mais que a dor originada da experiência não vivida, mas imaginada em outro nível de realidade.
Não, não há termo de comparação: Dores são vividas saudavelmente; Amores são vividos patologicamente. Há dores com caminhos patológicos. E amores que salvam! 
Há dores que salvam e amores que adoecem . É tudo uma questão de sentir na pele , na derme, no corpo da dor ou do Amor. O Páthos, a paixão, o que nos ferve, espuma ou arrefece!


ANA MEIRELES - é poeta e cronista - nasceu em Icoaraci Distrito de Belém do Pará em um belo domingo de Páscoa como dito por sua querida mãe Leila. Atualmente é servidora pública com formação em psicologia pela UFPA. Tem diversos livros publicados, entre poesia e crônica, esse ano faz sua publica seu primeiro livro infantil. 


                                   
                                     Variações: revista de literatura contemporânea 
II Edição, n. 02 vol. 03 - deitar no tempo e esquecer 
curadoria e editoração:
Marcos Samuel Costa

2020

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