UM POEMA DE PATRÍCIA DE CAMPOS OCCHIUCCI
(A)sombra
Presença sempre ausente
Um rosto que existe, perdido
Numa multidão de indiferentes
O seu, permanece querido
Mas, isso não é condizente
O desejo tem me ferido.
Você espreita, é muito claro
A energia do pensamento
Nos liga, parece algo raro
Talvez, apenas invento
Tempo desvanece, custa caro
Você é um fantasma vivo.
No coração que quer amor
Simboliza verdadeiro perigo
Pelo silêncio, destila a dor
Havia muito, e nada digo
A escuridão, causa torpor
Já me avisaram, e nem ligo.
Me fechou para possibilidades
O que você faz para prender?
Provavelmente, a ingenuidade
De acreditar que poderia ser
Só enfatiza a disparidade
Dentro do sonho que não quer morrer.
É professora, poeta, escritora e psicóloga, natural de Santo André, reside no interior de São Paulo, na cidade de Mogi Guaçu. Autora do livro Poetica(mente), publicado pela editora Ases da Literatura de Portugal. Participou de publicações pela Editorial Eco Literário, Elemental Editoração, Psiu Editora, Artner. Também das revistas Tremembé, Alcatéia, SerEsta e Ecos da Palavra. É colaboradora da revista eletrônica BlahPsi.
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