UM POEMA DE PATRÍCIA DE CAMPOS OCCHIUCCI

 

Patrícia de Campos Occhiucci.


(A)sombra


Presença sempre ausente 

Um rosto que existe, perdido

Numa multidão de indiferentes 

O seu, permanece querido

Mas, isso não é condizente 

O desejo tem me ferido.

 

Você espreita, é muito claro 

A energia do pensamento 

Nos liga, parece algo raro

Talvez, apenas invento

Tempo desvanece, custa caro

Você é um fantasma vivo.


No coração que quer amor 

Simboliza verdadeiro perigo 

Pelo silêncio, destila a dor

Havia muito, e nada digo

A escuridão, causa torpor

Já me avisaram, e nem ligo.


Me fechou para possibilidades 

O que você faz para prender?

Provavelmente, a ingenuidade

De acreditar que poderia ser

Só enfatiza a disparidade 

Dentro do sonho que não quer morrer.


É professora, poeta, escritora e psicóloga, natural de Santo André, reside no interior de São Paulo, na cidade de Mogi Guaçu. Autora do livro Poetica(mente), publicado pela editora Ases da Literatura de Portugal. Participou de publicações pela Editorial Eco Literário, Elemental Editoração, Psiu Editora, Artner. Também das revistas Tremembé, Alcatéia, SerEsta e Ecos da Palavra. É colaboradora da revista eletrônica BlahPsi.


Variações: revista de literatura contemporânea
XIII Edição - vidas fantasmas: poéticas assombrológicas
  Edição de Bruno Pacífico, 2026.


Comentários

Postagens mais visitadas