No Quarto - poema de Aline Alfaia Meireles
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| (Van Gogh, reprodução) |
No Quarto
Na calada da noite calado esbravejo!
Sim, esbravejo sobre meus silêncios e sons.
Em minha direita, a manca e barulhenta cadeira
E a esquerda, a morbidez estática dos meus dons.
Sinto um enfado simetricamente símile ao teto:
Monocromia monótona – cosmopolita fabricação!
Onde súbito pranto traz melancólica inquietação
Culpa de ubíquas agulhas que tendem a ser de ferro.
É neste solilóquio imprudente que rodeio minhas dores
Que aspiro, respiro e suspiro aragem fria...
No entanto, as mesmas agulhas que citei nesta poesia
São aquelas que usualmente bordam meus amores
Aline Alfaia Meireles é uma jovem poeta paraense, essa é sua primeira publicação. Estreia na literatura com a intervenção e colaboração da poeta e tia Ana Meireles e do poeta Marcos Samuel.


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O talento tá no sangue.
ResponderExcluirParabéns!!!
ResponderExcluirAmo poesia 😍. Não escrevo , mas leio com o coração.
ResponderExcluir👏👏👏 Aline.
😍👏👏
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